Brasil será o país que mais perderá em tranferências com situação da Ucrânia

Por Bernardo Itri

Torneira fechada

O Brasil é o pais que mais perde com a crise na Ucrânia, provocada pela ameaça de guerra com a Rússia, que atinge clubes de lá. Mais da metade dos valores investidos pelos times ucranianos tiveram como destino clubes brasileiros. “Foram US$ 106 milhões”, diz Eduardo Carlezzo, especialista em direito desportivo. “Representa um terço de tudo que os clubes brasileiros arrecadaram em 2013 com a cessão de atletas ao exterior.”

Bolsos vazios. Segundo o advogado, como a janela de contratações de atletas na Ucrânia está aberta só até o dia primeiro de setembro, é possível dizer que o impacto no Brasil será forte pois no momento poucos estão com coragem de viver no país”.

Mina de ouro. O Shakhtar Donetsk foi o clube da Ucrânia que realizou os investimentos mais pesados em jogadores brasileiros, com a contratação de Bernard (</euro> 25 milhões) e Nem (</euro) 21 milhões).

Renovação. Antes de a CBF realizar a recente reforma em seus quadros, a confederação procurou um profissional —brasileiro com passagem pela Fifa—, para assumir departamento voltado a marketing e ligado a clubes.

Imagem é tudo. A iniciativa da CBF está em linha com o que pensa a Fifa, que se preocupa com o legado que fica no país que recebeu o Mundial. Por isso, não caiu bem na entidade o fato de a África do Sul, sede em 2010, ter ficado de fora da Copa-14.

Preocupados. Conselheiros palmeirenses convidaram para um bate papo o candidato à presidência Roberto Frizzo, Elio Esteves Junior, vice do conselho deliberativo, e o ex-presidene Mustafá Contursi. Na pauta da reunião, prevista para os próximos dias, as perspectivas e o futuro político do clube.
A união… O presidente do Fla, Eduardo Bandeira de Mello, recebeu e-mail assinado por quatro de seus antecessores: Helio Ferraz,  Antonio Abranches, Gilberto Cardoso e Marcio Braga.

… Faz a força. O quarteto rebate o argumento da diretoria de que a qualidade do futebol “deriva da falta de recursos em razão do passivo do clube”. Eles apontam que o orçamento para o futebol para este ano era muito superior às das suas gestões.

Analogia. E repudiam a afirmação de que “para mantermos o saneamento financeiro aceitamos o risco de cair para a segunda divisão”. Ao comparar o futebol do Flamengo com a Coca-Cola, defendem que não se mexe na qualidade do produto.

Única opção. Brasília, sede das Olimpíadas Universitárias-19, não quer pagar taxa de </euro> 25 mi à Federação Internacional de Esporte Universitário. O evento não corre risco por não haver mais interessados fora o Azerbaijão, prejudicado pelo clima entre Rússia e Ucrânia.

Conta. Após reunião do Bom Senso F.C. e Vilson Ribeiro, da comissão de clubes da CBF, ficou decidido que a confederação pagará os custos do grupo que irá fiscalizar se os clubes estão pagando salários dos atletas em dia.

Colaborou MARCEL RIZZO, de São Paulo

Dividida

“Arrumaram alguém para pagar a conta
Gilto Avallone,
conselheiro palmeirense, sobre a reunião do conselho deliberativo marcada para o próximo dia 1º, onde deve ser homologado o pagamento ao presidente Paulo Nobre, ao longo de dez anos, do empréstimo de R$ 125 milhões que fez ao clube