Novo ministro terá menos de um mês para apresentar contas da Rio-2016

Por Bernardo Itri

George Hilton, novo ministro do Esporte, assume a pasta no dia 1º e já terá uma maratona de compromissos a curto prazo. No fim de janeiro, vai apresentar a atualização da matriz de responsabilidades da Rio-2016, ao lado da prefeitura local e da Autoridade Pública Olímpica. Em fevereiro, caberá a Hilton fechar relatório ao Tribunal de Contas da União comprovando a existência de legado dos Jogos Olímpicos ao país.

Malas prontas. Os principais secretários do Ministério do Esporte já se preparam para entregar os cargos ao novo chefe da pasta. O entendimento é de que suas saídas são iminentes e só um projeto de transição gradual pode mantê-los no ministério pelas próximas semanas.

Relações públicas. No meio esportivo, há grande preocupação com a saída de Luis Fernandes, secretário-executivo do ministério. Ele é apontado como o integrante da pasta com melhor trânsito entre as principais entidades esportivas.

Volto logo. A ausência de José Carlos Brunoro em momentos decisivos do Palmeiras contribuiu para sua queda no clube. Um dia após a derrota por 2 a 0 para o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, o cartola não foi ao Parque Antarctica. Brunoro, que recebia R$ 160 mil mensais do clube, alegou que tinha compromissos de sua empresa fora da cidade.

Offline. Outro evento que queimou Brunoro perante a cúpula do Palmeiras foi em uma reunião de diretoria em 2014. No encontro, o cartola pediu que as informações do dia a dia do clube fossem passadas por telefone ou pessoalmente, pois não estava abrindo sua caixa de e-mails.

Longo prazo. A diretoria do São Paulo trabalha com planejamento para que Breno só retorne aos gramados normalmente no fim de 2015. A expectativa é de que fatores psicológicos e a recuperação física do zagueiro, preso há quase três anos na Alemanha, vão retardar o seu recomeço no futebol.

No vermelho. O departamento de futebol do Corinthians deve fechar 2014 com deficit de mais de R$ 20 milhões. A maior despesa do clube foi com salários de jogadores e da comissão técnica, que vai bater a casa dos R$ 100 milhões no ano. Outro gasto que pesou na contabilidade alvinegra foi com a aquisição de direitos econômicos de atletas: superou R$ 38 milhões.

A ver navios. As finanças corintianas foram afetadas diretamente pela ausência de receita de bilheteria. Como todo o dinheiro arrecadado com a venda de ingressos é repassado para o fundo que vai pagar a obra do Itaquerão, o clube registra menos de R$ 8 milhões de renda com o setor. O valor foi angariado nos primeiros jogos do ano, quando o time ainda jogava no Pacaembu.

Preparação. O novo laboratório brasileiro antidoping, que se chamará LBCD (Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem), fará testes já em fevereiro de 2015, mesmo sem certificação da Wada (Agência Mundial Antidoping). A instalação deve fazer exames de sangue, como piloto para iniciar suas atividades normais.

Preparação 2. O Brasil está sem laboratório credenciado pela Wada desde o segundo semestre de 2013, quando perdeu sua patente devido a sucessivas falhas de operação. A expectativa é que a nova instalação ganhe a certificação no segundo semestre do próximo ano, a menos de um ano para os Jogos Olímpicos do Rio.

Colaborou PAULO ROBERTO CONDE, de São Paulo

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