Ministro vai tentar aproximação com Bom Senso e atletas de outros esportes

Por Bernardo Itri

George Hilton (PRB-MG), novo ministro do Esporte, deve marcar ainda em janeiro encontro com representantes de atletas que têm criticado sua escolha para a pasta. Ele foi aconselhado por membros aliados a conversar principalmente com representantes do Bom Senso F.C., grupo formado por jogadores que pedem mudanças estruturais no futebol. Aldo Rebelo, seu antecessor no cargo, mantinha boa relação com o grupo.

Bancada. Hilton já recebeu apoio de cartolas, como o presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, que não mantém boa relação com representantes do Bom Senso.

Lados opostos. A presidente Dilma Rousseff tem relação distante com a cúpula da CBF e o Governo Federal defende que os clubes sejam obrigados a ter maior transparência para renegociar as dívidas via Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Por isso, também aconselhou George Hilton a não se contentar apenas com apoio de dirigentes esportivos.

Base chilena. A CBF espera bater o martelo ainda em janeiro sobre onde a seleção brasileira ficará concentrada durante a disputa da Copa América, entre junho e julho de 2015. Está praticamente fechado que a seleção ficará na capital Santiago, onde jogará duas vezes na primeira fase.

O CT. Resta saber qual centro de treinamento será usado. Dunga e a direção da CBF visitaram os CTs do Colo-Colo e das Universidades de Chile e Católica.

Desfalque. O meia paraguaio Gustavo Viera, 18, não disputará a Copa São Paulo de Júnior porque foi liberado pela diretoria do Corinthians para jogar o Sul-Americano sub-20 no Uruguai, que começa em 14 de janeiro. O torneio dará vaga ao campeão e vice nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, por isso o clube cedeu ao pedido da Federação Paraguaia. Por ser sede, o Brasil já está classificado.

Herói. Viera fez o gol do título do Brasileiro sub-20 na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-PR, em dezembro.

Divisão. O São Paulo espera fechar até a próxima sexta (9) contrato com empresa para estampar não uma, mas mais de uma marca na camisa do time.

Três em um. A ideia da diretoria são-paulina é que a empresa que fechar negócio para ser a patrocinadora “master” (centro da camisa) ocupe outros espaços (mangas e costas da camisa, por exemplo) para expor outras marcas e até produtos novos que pretenda lançar.

Interessados. O São Paulo negocia com quatro empresas que têm leque para anunciar mais de um produto na camisa do clube. A ideia de ter um patrocinador pontual, de acordo com o jogo, não agrada a diretoria. A equipe está sem patrocínio master desde julho de 2014, quando acabou o acordo com a Semp Toshiba, que pagava R$ 23 milhões por ano.

Jovens. A comissão de arbitragem da CBF diminuiu em quase dois anos, de 39,3 para 37,6, a média de idade dos árbitros Fifa em seu quadro para 2015, atendendo uma solicitação da entidade que comanda o futebol no mundo. A Fifa pretende escalar juízes mais novos em competições internacionais para que eles consigam acompanhar os atletas.

Substituição. Quarentões como os paulistas Wilson Luiz Seneme e Paulo César de Oliveira deram lugar a Anderson Daronco (RS) e Dewson da Silva (PA), ambos com 34 anos. Raphael Claus, 36, e Luiz Flávio de Oliveira, 38, ambos de São Paulo, também são novidade na lista.

Colaborou RAFAEL VALENTE, de São Paulo

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