Comitê Organizador da Copa encerra atividade com gastos de mais de R$ 1 bi

Por Bernardo Itri

O COL (Comitê Organizador Local), responsável pela organização da Copa-2014, teve suas atividades encerradas em 19 de dezembro com gastos relativos ao Mundial de pouco mais de R$ 1 bilhão. Segundo Ricardo Trade, CEO do comitê, o órgão operou dentro do orçamento liberado pela Fifa. Inicialmente, a entidade mundial previa orçamento de R$ 892 milhões para o COL, mas no final de 2013 autorizou R$ 1,056 bilhão.

Sobreviventes. O comitê organizador ainda mantém três funcionários. Um da área financeira, porque ainda é preciso realizar pagamentos neste primeiro semestre de 2015, e outras duas funcionárias que estão grávidas e, por lei, não podem ser demitidas. O prédio onde ficava o escritório, na Barra da Tijuca, no Rio, já foi entregue.

Arenas. Ricardo Trade não quis comentar o gasto final da Copa, em mais de R$ 8 bilhões, divulgado pelo governo federal. “Havia os órgãos de controle. Nossa preocupação era a organização da competição”, disse Trade.

Comparando. Para 2018, a Fifa prevê uma gasto com o comitê organizador local da Rússia de R$ 1,8 bilhão, valor que deve aumentar nos próximos anos.

Sem sucesso. O São Paulo deve arrastar por algumas semanas a negociação para que uma empresa seja patrocinadora master de sua camisa. Reuniões com três interessados fracassaram após a virada do ano. O clube planeja que o parceiro tenha vários produtos e possa anunciar em diversos espaços na camisa, como peito e ombro. Por isso, o valor pedido é alto.

Prazo. O clube quer ter um acordo firmado até a estreia no Campeonato Paulista, dia 1º de fevereiro, contra o Penapolense, fora de casa.

Toma lá. No Morumbi, aliados de Juvenal Juvêncio ironizam a provável perda são-paulina de Dudu para o rival Corinthians dizendo que na época do ex-presidente era o São Paulo quem dava “chapéu” nos rivais, citando Alan Kardec, que deixou o Palmeiras.

Troca. Marco Polo Del Nero assume nesta sexta (9) um novo mandato na Federação Paulista de Futebol, mas deve ter que mexer em cargos da diretoria. Francisco Papaiordanou, um dos vice indicados, por exemplo, pode aparecer na chapa de Paulo Garcia na eleição corintiana, em fevereiro. Caso seja eleito, deve sair da FPF.

Licença. Del Nero assume como presidente da FPF para um novo mandato, mas deve se licenciar para, em abril, se tornar presidente da CBF. Reinaldo Carneiro Bastos será o manda-chuva na federação paulista.

Olho nos gringos. As novas arenas brasileiras, como as de Corinthians e Palmeiras, avaliam a criação de aplicativos em que os usuários de seus estádios possam pedir alimentos e até produtos das lojas oficiais dos clubes sem precisar sair de seus assentos –um funcionário leva a compra até lá.

Velocidade. Em estádios norte-americanos mais novos o aplicativo já é usado, como no de San Francisco, inaugurado em 2014 para jogos de futebol americano. O que ainda impede o uso do serviço por aqui é a falta de internet rápida nos estádios. Nos dois jogos realizados novo estádio palmeirense, por exemplo, a internet falhou.

Solução caseira. As finais da Liga Mundial seriam o evento-teste do vôlei para a Olimpíada de 2016, no Rio. Mas, com a desistência da CBV de recebê-las, o comitê organizador da Rio-2016 deve sugerir uma competição nacional como evento-teste.

Colaboraram PAULO ROBERTO CONDE e RAFAEL VALENTE, de São Paulo

DIVIDIDA

“Portugal e Espanha estão contra. As decisões do Comitê Executivo não refletem um todo das discussões sobre a questão

MARCOS MOTTA

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