Fifa cria mecanismo para monitorar clubes hospedeiros de jogadores

Por Bernardo Itri

O próximo passo da Fifa no combate ao investimento de empresas em jogadores de futebol é fiscalizar os clubes hospedeiros — aqueles que registram jogadores apenas com intuito de vendê-lo. O mecanismo da entidade para controle será o de monitorar o tempo que demora entre o registro e a venda ou empréstimo de um atleta. Se for rápido, menos de  um mês por exemplo, mostra que o clube nunca teve interesse em que o jogador atuasse com sua camisa.

Punições. Três clubes uruguaios e dois argentinos já foram punidos por terem sido considerados hospedeiros e receberam multa de US$ 400 mil. Na reincidência o clube pode ser proibido de negociar atletas e, num terceiro movimento, perder a filiação.

De olho. A Fifa já investiga dois clubes brasileiros, de divisões inferiores, que fizeram negociações recentes que indicam que podem ser um clube hospedeiro.

Autorização. A CBF só vai autorizar um jogador de participar de mais de 60 partidas a partir de 2015 caso seja apresentada autorização médica afirmando que ele está apto a ultrapassar a marca. E o médico não pode trabalhar para o clube do jogador.

Isenção. O limite de 60 partidas/ano por atleta está no revisado Regulamento Geral das Competições da CBF.

Na Lei. A cúpula da CBF sugeriu ao ministro do Esporte, George Hilton, que seja incluída na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte a criação de uma câmara independente que julgue clubes que não cumpram as regras determinadas para receber o parcelamento das dívidas.

Em casa. O presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, imagina que essa câmara possa fazer parte da estrutura do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O projeto é que clubes que não honrem suas dívidas percam pontos e sejam até rebaixados.

Sonho… A comissão técnica da seleção olímpica gostaria de conseguir uma data em 2015 para escalar a equipe que considera ideal para os Jogos de 2016. Mas, para isso, é preciso ter Neymar em campo — ele será um dos atletas com mais de 23 anos convocado para a competição no Rio de Janeiro.

…complicado Para isso seria preciso o aval da comissão técnica da seleção principal, que abriria mão do atacante em alguma das partidas do Brasil em datas-Fifa. O calendário, porém, compromete o plano já que o time de Dunga terá apenas uma data no primeiro semestre, em março, em junho será disputada a Copa América e a partir de outubro começam as Eliminatórias para a Copa de 2018. A única janela é setembro.

Quem avisa. Sete das nove recomendações feitas pela Controladoria Geral da União (CGU) para que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) mantenha o patrocínio do Banco do Brasil já haviam sido feitas à entidade pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), contratada em 2014 pela CBV para fazer um trabalho de reestruturação administrativa.

Melhorias. Entre os pontos recomendados pela FGV estavam a criação de mecanismo que impeça a contratação de empresas com vínculo com funcionários da CBV, a contratação de um ouvidor e a formação de um comitê, integrado por membros da comunidade do vôlei como atletas, dirigentes e mídia especializada, para dar apoio à diretoria da entidade em casos de crise.

Fiscalização. Um dos pontos destacados como fundamentais nos dois documentos era o de dar independência ao Conselho Fiscal.

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