Palmeiras arma estratégia para ‘esverdear’ Dudu após fala polêmica

Por Bernardo Itri

Dudu agora é desafio do marketing do Palmeiras. Contratação mais cara para 2015, o clube espera ter retorno com ações promocionais, principalmente relacionadas ao programa de sócio-torcedor. Mas há outra função do departamento: tornar o jogador “palmeirense” depois de entrevista em que ele disse que queria jogar no Corinthians. A ideia é abusar de roupas verdes e culpar o São Paulo pela declaração.

Rivalidade. Ao dizer que preferia o Corinthians em entrevista ao “Globoesporte.com”, Dudu rejeitou o São Paulo, clube que hoje tem pior relacionamento com o Palmeiras porque “roubou” recentemente dois jogadores, Alan Kardec e Wesley.

Repete. A estratégia será dizer que ele queria dar um “não” ao São Paulo e, como apenas o Corinthians também negociava com Dudu àquela altura, era a única opção do atleta. Esse será o mantra a ser repetido, apesar de o Corinthians ter desistido do negócio devido ao valor.

Pacotão. A empresa de equipamentos eletrônicos chinesa Huawei negocia com três grandes de São Paulo para ocupar o espaço nobre das camisas, na parte da frente O acordo mais avançado era com o Santos, no valor de R$ 18 milhões por 2015, mas estava fechado com a diretoria antiga. A atual colocou o negócio em banho-maria.

Negociação. A empresa também conversa com o São Paulo e com o Palmeiras. Em 2014, os principais clubes do país tiveram dificuldade em conseguir patrocinadores para suas camisas por toda a temporada. A avaliação é que as empresas tiveram preferência por projetos de marketing relacionados à Copa.

Demora. Foi marcada para julho audiência do processo que Ronaldinho move contra o Flamengo pela rescisão do contrato em 2012.

Grana. A demora na ação, em que o jogador pede mais de R$ 50 milhões, acontece porque a Justiça pediu perícia que avalie o prejuízo real, para as duas partes, causado pela rescisão.

De volta. George Hilton, ministro do Esporte empossado em 2015, recebeu sugestão da cúpula da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de colocar o promotor do Ministério Público de São Paulo Paulo Castilho como Secretário Nacional do Futebol. Seria um retorno, já que Castilho trabalhou no ministério até o fim de 2013 com Aldo Rebelo como ministro.

Atuação. Na época, Castilho atuava na diretoria de defesa do torcedor e optou por retornar ao Ministério Público para trabalhar na área que é sua especialidade, a violência no futebol. George Hilton gostou da ideia e deve fazer o convite.

Proximidade. Paulo Castilho está em férias da promotoria, mas na sexta (9) esteve na posse de Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF, na Federação Paulista de Futebol.

Avaliação. Para liberar o dinheiro do patrocínio à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), retido devido à divulgação de suspeitas de corrução, o Banco do Brasil exigiu que a entidade aceite que a FGV (Fundação Getúlio Vargas) trabalhe na implementação dos pedidos feitos pela CGU (Controladoria Geral da União) para melhoria na gestão da CBV.

Ordem. A FGV entregou em novembro recomendações que constam no documento apresentado pela CGU à CBV. 80% do que escreveu a controladoria estava no trabalho realizado pela FGV, a pedido da confederação, por isso o Banco do Brasil exige que a fundação participe dessa implementação.

Colaboraram ALEX SABINO e GUILHERME SETO, de São Paulo

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