Clubes procuram CBF por lobby para a volta de bebida alcoólica aos estádios

Por Bernardo Itri

Clubes têm procurado o presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, para pedir que a CBF acabe com a resolução da entidade que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em estádios. O argumento é a perda de receita nas novas arenas, que possuem restaurantes e lanchonetes modernos que competem com bares próximos aos estádios que vendem cerveja livremente. A receptividade tem sido positiva e haverá a discussão.

Regra. Em seu Regulamento Geral de Competições, a CBF já entende que as leis municipais e estaduais se sobrepõe à proibição e já há Estados, como a Bahia, que regulamentaram a liberação.

Ensaio. Em São Paulo, onde presidente a Federação Paulista de Futebol, Del Nero vendeu o nome da competição para uma cervejaria.

Fora de campo. A Pitch International, empresa responsável por marcar os amistosos da seleção brasileira, ainda procura mais um adversário para o Brasil enfrentar em março, mas a preferência por europeus esbarra na dificuldade de conseguir time de qualidade devido às Eliminatórias da Euro-2016.

Opções. O Brasil tem jogo marcado para 26 de março, contra a França. A preferência por enfrentar outro europeu, no próprio continente, visa facilitar o deslocamento da seleção, mas os times preferidos já têm jogos marcados pelo qualificatório. A solução pode ser não enfrentar rival da Europa e até atuar em outro continente.

Eleição. A suspeita de fraude na inscrição da chapa de Ilmar Schiavenato para a eleição corintiana pode parar na comissão de ética do clube. O comitê eleitoral identificou dez pessoas que compunham o “chapão” de 200 candidatos ao Conselho que disseram não ter assinado a lista de inscrição. A candidatura de Ilmar foi impugnada.

Punições. Se for comprovada fraude, os envolvidos podem ser suspensos ou até expulsos do quadro de associados do clube. A eleição será em 7 de fevereiro.

Doping. O governo federal prevê para junho reaver a credencial do laboratório brasileiro autorizado pela Wada (Agência Mundial Antidoping) a realizar testes, perdida em 2013. A meta é que o LBCD (Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem), no Rio, analise os exames durante a Olimpíada.

Doping 2. Segundo Marco Aurelio Klein, diretor-executivo da ABCD (Agência Brasileira de Controle de Dopagem), 70% das etapas para obter a certificação foram cumpridas. Em março, uma equipe da Wada virá ao Brasil para dar parecer técnico.

Doping 3. A expectativa é que a ABCD faça os exames antidoping dos cerca de 20 eventos-testes da Rio-2016 previstos para este ano já no novo laboratório.

Patrocínio. Levantamento feito pela Trevisan Escola de Negócios, com base na pesquisa realizada anualmente pelo Datafolha com as marcas mais lembradas pelos consumidores, a Folha Top Of Mind, mostrou que 29 das 49 marcas vencedoras em 2014 fizeram alguma ação de patrocínio esportivo.

Visibilidade. A maioria (80%) investiu em confederações ou clubes, enquanto apenas 9% patrocinaram diretamente atletas. As 11% marcas restantes fizeram investimentos nos comitês olímpico ou paraolímpico.

Bola. O futebol é o esporte mais procurado pelos patrocinadores, com 23 ações de patrocínio. A Rio-2016 ficou em segundo, com sete.

Colaborou PAULO ROBERTO CONDE, de São Paulo

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