Governo decide incluir em texto de MP prestação dos clubes a cada três meses

Por Bernardo Itri

O governo federal já decidiu que vai incluir a obrigação que os clubes prestem contas a cada três meses no texto da Medida Provisória que vai regulamentar as contrapartidas necessárias para refinanciamento das dívidas com a União. Os clubes precisarão demonstrar que pagam a dívida, mas também salários e obrigações trabalhistas com os funcionários. Caso contrário poderão sofrer punições esportivas que estão em discussão.

Denuncismo. Os clubes defendem que a prestação de contas seja realizada anualmente. Proposta igual a que acontece no Campeonato Paulista, com o empregador investigado e punido somente em caso de denúncia de algum atleta que não esteja recebendo salário, foi descartada pelo governo.

Medo. Entendeu-se que não surtiria efeito, já que o funcionário pode temer retaliações do empregador, e até desemprego futuro, se fizer a reclamação ao sindicato.

Queda de braço. A CBF ainda rejeita a ideia de que punições a seus filiados sejam regulamentadas por lei e, nas reuniões, tem argumentado que fere a sua autonomia. A entidade quer definir as punições nos regulamentos de cada competição e no Regulamento Geral das Competições, que é atualizado anualmente.

Educação e saúde. O ministério do Esporte deve coordenar a criação de um grupo interministerial para discutir a integração das políticas de esporte com a educação e a saúde. Chamou a atenção do ministro George Hilton número apresentado pela ONG Atletas pelo Brasil de que 30% das escolas públicas do país não têm um professor de educação física.

Integração. A princípio farão parte do grupo os ministérios do Esporte, da Educação, da Saúde e da Defesa.
Todos em campo. A Fifa recebeu a inscrição de todas as 208 associações filiadas para a disputa das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 – a Rússia, como país-sede, já tem vaga.

Ajuda. Em Eliminatórias recentes sempre houve desistências por questões econômicas, por isso desta vez a Fifa resolveu ajudar cada confederação com US$ 300 mil (R$ 806 mil) para usar na disputa. Para o qualificatório do Mundial de 2014, por exemplo, quatro países — Butão, Guam, Brunei e Mauritânia — ficaram fora da disputa.

Organização. Após pedido de algumas confederações, a Fifa autorizou que o valor também seja usado na preparação para os qualificatórios de outras competições que organiza, como os Mundiais sub-17, sub-20, de futsal e futebol de areia.

Mudança de rota. Intrigou membros da Fifa um número revelado no documento de balanço de transferência da entidade em 2014. A rota Brasil-Portugal deixou de ser aquela com maior número de transações, com 136 no ano passado. Com uma negociação a mais, 137, Inglaterra-País de Gales teve o maior intercâmbio entre jogadores.

Poder econômico. Os ingleses já são o segundo país com mais entradas em transferências internacionais, com 585. O Brasil ainda lidera com 646.

DIVIDIDA

“Neymar apanha mais do que o Messi porque os adversários não sabem o que ele vai fazer, ele [Neynar] é imprevisível

WAGNER RIBEIRO

Procurador de Neymar, sobre polêmica das pancadas que o brasileiro tem sofrido na Espanha