São Paulo paga R$ 18 mi a empresa de Hong Kong por comissão em contrato com a U. Armour

Por Bernardo Itri

Uma empresa com sede em Hong Kong (China) vai receber R$ 18 milhões do São Paulo pela comissão do contrato firmado entre o clube e a Under Armour. O valor corresponde a 15% de todo o montante –R$ 122 milhões–, que será pago pela fornecedora de material esportivo pelos cinco anos de vínculo.

O contrato foi apresentado pelo presidente Carlos Migual Aidar ao Conselho e será debatido nesta terça no clube. “É um assunto discutível, estranho”, afirma Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do conselho. Chamou atenção de cartolas tricolores o fato de a empresa que intermediou o negócio estar sediada em um paraíso fiscal e não ser conhecida.

A empresa chinesa credora chama-se Far East Trading Global e, segundo o São Paulo, tem direito ao montante por ter levado a Under Armour ao Morumbi. O clube afirma que trata-se de uma firma que capta mundialmente negócios para produtoras têxteis em geral.

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Por meio da assessoria de imprensa, o presidente são-paulino, Carlos Miguel Aidar, alegou que o pagamento de comissões é praxe no São Paulo e que não há nada de irregular. Lembrou que, no último contrato, com a Penalty, foi paga uma taxa de 20% sobre o valor total a uma empresa brasileira, a Beavers.

O clube argumenta ainda que os valores oferecidos pela Under Armour foram muito superiores aos negociados com a Penalty e com a Puma, que concorriam pelo fornecimento de material esportivo tricolor.

Procurada, a Under Armour não quis se manifestar sobre o caso.