Itaquerão vai custar R$ 10 milhões por mês ao Corinthians a partir de 2016

Por Bernardo Itri

Recorrendo a empréstimos para pagar atletas, o Corinthians tem no horizonte uma vida financeira mais complicada ainda a partir de 2016. O clube, que começa a quitar o Itaquerão em julho de 2015 com parcelas de R$ 5 milhões mensais, verá o custo do financiamento dobrar em novembro do próximo ano. Cada prestação passará a R$ 10 milhões. Se as receitas do estádio não forem suficientes para as parcelas, o clube terá de tirar dinheiro de seu caixa para cobrir o valor restante.

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Saindo. O primeiro artigo que vai cair da medida provisória do futebol já está definido. O relator do texto, Otávio Leite (PSDB-RJ), admite que vai retirar o item que determina que os clubes centralizem todas as suas receitas em uma única conta, na qual será debitada as parcelas do refinanciamento fiscal.

Saindo 2. A exclusão do artigo é consenso entre CBF, clubes e Bom Senso.

Entrando. Leite está discutindo a inclusão de um importante ponto na MP. Estuda uma maneira de usar a lei para parcelar também todas as dívidas trabalhistas dos clubes –em 2013, o Flamengo, por exemplo, registrou 500 ações de ex-atletas.

Tá na mão. Com a aposentadoria de Rogério Ceni programada para agosto, a diretoria do São Paulo afirma que não vai contratar nenhum goleiro para substituí-lo. “Vamos com Dênis e Renan”, afirma o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro.

Fio da meada. Membros da diretoria do Boca Juniors estão convencidos de que o episódio do gás de pimenta que o eliminou da Libertadores tem fundo político. Lembram que, neste ano, serão eleitos os presidentes da Argentina e do próprio Boca. Com essa suspeita, o clube argentino está investigando a vida dos torcedores envolvidos na confusão.

Como está, fica. O Boca, aliás, está decidido a não apelar a nenhuma instância superior para reverter a punição aplicada pela Conmebol. O clube havia discutido acionar o Tribunal Sul-Americano, mas, internamente, dá o caso como encerrado.

Dueto. Empresário de Neymar e de Lucas, Wagner Ribeiro vai se unir à Traffic, que havia deixado em segundo plano o agenciamento de jogadores. A parceria prevê a captação de jovens jogadores, que também passarão a ser agenciados pela empresa, dona do Desportivo Brasil, clube do interior de SP.